Cumprimentar com inteligência emocional

O cumprimento é um dos primeiros elos de ligação entre os seres humanos. E é aqui que surge a típica frase de introdução de conversa: “Olá, tudo bem?” ou “Está tudo?”.

Quando falamos de emoções, de sentimentos, de estados de humor, é importante adotar uma postura mais neutra possível. Na realidade deveríamos ser assim em tudo!

Quando dizemos a frase “está tudo bem?”, não estamos a dar possibilidade de uma resposta aberta, mas sim de uma resposta fechada. E de preferência sem que envolva sentimentos à mistura! Este característico  cumprimento é bastante sugestivo de forma a que a resposta venha de acordo com o questionado.

Daí surgem as respostas convencionais:

  • Está tudo!
  • Vai-se andando!
  • Tem que estar!
  • Um dia de cada vez!

Raramente, com este tipo de questão, alguém responde “está tudo mal”, “estou uma lástima”, “não estou nada bem”.

Qual seria a questão mais inteligente emocionalmente de se usar?

Ao adotar a questão “Como estás?” ou “Como te sentes hoje?”, para além de dar a possibilidade de uma resposta aberta, neutra, automaticamente estamos a suscitar no receptor uma reflexão de como se sentem, sem que seja tão mecanizado como a questão referida anteriormente.

Em suma, esta nova forma de cumprimentar permite dar azos a que a pessoa expresse realmente o que estar a sentir no momento, para além de permitir desenvolver a sua inteligência emocional.

Resta-me perguntar: Como te sentes hoje?

 

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Comments

  1. Sim Mafalda, é verdade, mais uma vez as perguntas “clichê”, que por vezes vão dar exatamente a respostas clichê e não aos verdadeiros sentimentos da pessoa.
    Daí a extrema importância e diferença de fazer perguntas abertas em vez de fechadas.
    E é tudo uma questão de adaptarmos a nossa linguagem, no sentido de ser mais eficaz.

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Mafalda Moreira
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